mic-armaQuem acompanhou a programação da Rádio Interativa, hoje, ao meio dia, se deparou com um “erro” grotesco. Preferimos tratar como “erro”, pois não tem cabimento ter sido de propósito o que fizeram com o Vereador Didi Mocó.

Clique no player e ouça a entrevista na íntegra dada pelo Vereador Didi Mocó ao “repórter” Leandro Almeida e exibida no programa cara a cara com o povo da rádio interativa (25/09/13)

 

Após a sessão desta terça-feira 24/09 o vereador Didi Mocó que foi alvo de matéria publicada na semana passada pelo Mutuípe Agora, ao ser entrevistado pelo “repórter” daquela emissora, se mostrou inseguro na resposta e o que se ouviu foi uma “maquiadazinha” que o “profissional da imprensa” deu na entrevista, revelando a falta de cuidado com a verdade e expondo uma fraqueza do vereador que não mede as palavras ou não tem argumento para se defender.

O que o vereador Didi Mocó talvez não tenha se percebido, dada à sua insegurança em falar no rádio, foi dizer uma “asneira” que não tem mais tamanho. Ele disse: “Eu não perdi nada em ir pra participar dessa reunião, porque só foi o que eu soube que teve na reunião foi mentiras”, declarou o entrevistado Didi Mocó.

Acreditamos ser uma falta de respeito com as autoridades que estavam presentes na referida reunião, como o Capitão Rodrigo, da Polícia Militar, a Promotora de Justiça, Dra. Juliana Ferreira, o Prefeito Carlinhos, os funcionários do DNIT,  os moradores da localidade atingida pelo desmoronamento  e os colegas do próprio vereador Didi Mocó que também estavam presentes nesta reunião; os vereadores Lek, Di Noite e Gil.

É lamentável que nos deparemos com esta falta de respeito pelos demais servidores sendo chamados de mentirosos pelo vereador Didi Mocó, quando a reunião se tratou de fatos verídicos e diálogos francos e proveitosos em busca de solução para um problema que atinge toda comunidade.

E no final da matéria ouvimos o “repórter” falar, em bom tom, a palavra “ ótimo”!

Podemos concluir muitas coisas, como por exemplo: o “repórter” sentiu-se satisfeito pela construção da matéria que ele ajudou a finalizar, dando uma força ao entrevistado, induzindo-o, até mesmo, a cometer erros na sua fala?

Ou, ainda: o ótimo que se ouve, foi citado já prevendo como seria excelente, expor o vereador ao colocar no ar uma entrevista sem edição? Que fique bem claro que se trata de suposições. Para que essas coisas não aconteçam e a rádio ganhe uma qualidade profissional, é importante que aqueles que se prestam a fazer esse tipo de trabalho como uma entrevista ao vivo, se especializem fazendo o curso de Radialista.

É bom que o vereador abra mais os olhos e menos a boca, pois nem sempre o que parece ser, não o é. E bem diz o ditado popular: “Pinto que acompanha pato, morre afogado.”

Estaria a rádio se aproveitando da fragilidade do vereador em não conseguir se expressar corretamente, para manchar a sua imagem perante a sociedade? Afinal de contas, o povo não quer qualquer um, representando-o no legislativo. É preciso conhecer no mínimo de leis e respeitar as autoridades e representantes da sociedade quando se reúnem para discutirem fatos e não chamá-los de mentirosos numa entrevista de rádio.

Para que o vereador e a sociedade tomem conhecimento, é importante informarmos que existem casos em que pessoas, se passando por profissional da imprensa, usam microfones de rádios e se acham repórteres, radialistas.

Vejam o que circula no congresso com relação ao exercício ilegal da profissão: “A Câmara analisa projeto (PL 3608/12) que aumenta para detenção de dois a três anos, além de multa, a pena para quem exercer ilegalmente qualquer profissão ou atividade econômica. A pena atual é de prisão simples, de 15 dias a três meses, ou multa.”

O bacharel em Direito, para exercer sua profissão, precisa do registro da OAB; os enfermeiros precisam do COREM, o médico precisa do CRM e, assim, qualquer profissão que seja regulamentada por lei. O radialista precisa de DRT para poder exercer sua profissão isso é lei, veja:” A Lei 6.615 que regula a profissão de Radialista e foi publicada no Diário Oficial da União em 16/12/1978”.

O “Radialista” que não está qualificado a exercer a profissão, ele poderá ser penalizado por tal atitude.

A Lei prevê pena para o exercício ilegal da profissão de radialista e pode ser punido e definido como contravenção penal por “exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições que por lei está subordinado o seu exercício”. A pena prevista varia de 15 dias a três meses de prisão, com aplicação de multa, e se aplica a todos aqueles que se passa por radialista e exercem irregularmente a profissão.

É inaceitável que nos dias de hoje, pessoas se passem por profissional do rádio sem ser e, dessa forma, denigrem a imagem de pessoas, expõem figuras públicas ao ridículo e fazem comentários sem conhecimento técnico, denegrindo, também, a imagem do verdadeiro profissional.